No meio da noite, mãos de foice
Pra lavoura de pragas, mulheres gafanhotos
Noticie a invasão, nosso nome é ocupação
Para germinar capital estéril,
Sangue nosso não regará solo infértil
Antes que o planeta seja vento e poeira
Guardamos sementes boas nas carapinhas
Espalharemos nos milharais nossas bandeiras
Mulheres em luta, escrito nas muralhas e nas veias
Poema de Elizandra Souza - Águas da Cabaça