A ficção de Manto Costa nos apresenta um narrador que nos lembra a ordem dos narradores clássicos, certos e limpos. Porém, nos contos apresentados aqui, o autor se apoia na desordem e no caos da vida de uma parcela miserável da população contemporânea do Rio de Janeiro, fervilhante à margem da cidade, e, contraditoriamente, reconhecida nos seus pontos centrais, como a Lapa, Praça XV ou outros pontos pitorescos.