Akins é um poeta da rua. Da rua onde a gente mora, onde a gente cresce, anda e vive. Representante da literatura negra e periférica ele carrega seus poemas como uma adaga encravada nos dentes. E de tão malandro que é no lirismo, ele afia suas lâminas. E nós, que hora atendemos seu chamado para a luta seguimos sua luz por novos dias, e descansamos em seus poemas à procura de descanso depois de batalhas, somos gratos pela sua existência.
Um poeta de beira de campo e dos barracos de madeira, mas com um enorme palácio em seu coração, onde cabe todo nosso povo.
Ele sonha com a gente e a gente sonha com ele. Nada mais justo.
Sérgio Vaz